{"id":818,"date":"2016-04-13T20:06:50","date_gmt":"2016-04-13T23:06:50","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/cdh\/?p=818"},"modified":"2019-06-30T13:21:07","modified_gmt":"2019-06-30T16:21:07","slug":"manifestacao-xix-exame-da-oab","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clinicadh.direito.ufmg.br\/index.php\/2016\/04\/13\/manifestacao-xix-exame-da-oab\/","title":{"rendered":"Manifesta\u00e7\u00e3o sobre o XIX Exame da OAB"},"content":{"rendered":"<p>No dia 03 de abril de 2016, foi realizado o XIX Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Uma das quest\u00f5es da prova abordou a tem\u00e1tica do conflito entre a reivindica\u00e7\u00e3o do nome social por uma travesti e a utiliza\u00e7\u00e3o do registro civil. A elabora\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es consoantes com demandas prementes da sociedade demonstra abertura e aten\u00e7\u00e3o a reivindica\u00e7\u00f5es historicamente negligenciadas pelo campo jur\u00eddico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Cl\u00ednica de Direitos Humanos da Universidade Federal de Minas Gerais, enquanto programa de pesquisa e extens\u00e3o voltado \u00e0 promo\u00e7\u00e3o e \u00e0 defesa dos direitos humanos, entende que o fomento \u00e0 discuss\u00e3o e \u00e0 reflex\u00e3o obrigat\u00f3ria dos direitos das travestis proporcionado pela quest\u00e3o \u00e9 digno de reconhecimento. Por\u00e9m, o processo de di\u00e1logo constante \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia, principalmente com os sujeitos com os quais lidamos em nossa pr\u00e1tica jur\u00eddica cotidiana. Nesse sentido, embora se reconhe\u00e7a a iniciativa da Ordem, o enunciado carece de aten\u00e7\u00e3o pormenorizada, tendo em vista a realidade social que se pretendeu contemplar.<\/p>\n<p>Eis a reda\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o 22: \u201cVoc\u00ea, na condi\u00e7\u00e3o de advogado, foi procurado por um travesti que \u00e9 servidor p\u00fablico federal. Na verdade, ele adota o nome social de Joana, embora, no assento de nascimento, o seu nome de registro\u00a0seja Jo\u00e3o. Ele gostaria de ser identificado no trabalho pelo nome social e que, assim, o nome social constasse em coisas b\u00e1sicas, como o cadastro de dados, o correio eletr\u00f4nico e o crach\u00e1\u201d (grifo nosso).<\/p>\n<p>As travestis, como aponta Jaqueline Gomes (2012), \u201cindependente da forma como se reconhecem, preferem ser tratadas no feminino\u201d, sendo ofensivo o uso de adjetivos e artigos masculinos como fora feito na reda\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o acima transcrita. Uma s\u00e9rie de pesquisadores e militantes tem adotado o uso das formas de tratamento no feminino em respeito e reconhecimento \u00e0 legitimidade dessa demanda. A ABGLT\u00a0publicou uma cartilha de orienta\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00eddias em geral &#8211; &#8220;Manual de Orienta\u00e7\u00e3o LGBT&#8221; &#8211; orientando sobre as formas mais adequadas de se referenciar essa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma vez que a linguagem \u00e9 uma ferramenta de produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de sentidos, de diferencia\u00e7\u00f5es e de identidades, a utiliza\u00e7\u00e3o do pronome masculino para fazer refer\u00eancia a uma travesti reflete n\u00e3o apenas uma das in\u00fameras viol\u00eancias\u00a0a que elas est\u00e3o diariamente submetidas, mas tamb\u00e9m a nega\u00e7\u00e3o de suas demandas, desde as mais b\u00e1sicas, como o uso da flex\u00e3o no g\u00eanero feminino. A utiliza\u00e7\u00e3o desses termos corrobora, portanto, para refor\u00e7ar um pensamento j\u00e1 presente na sociedade, de subjuga\u00e7\u00e3o e marginaliza\u00e7\u00e3o das identidades trans.<\/p>\n<p>O advogado, justamente por exercer uma fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica de amplitude social, imprescinde de uma forma\u00e7\u00e3o sensibilizada, atenta \u00e0 efetiva\u00e7\u00e3o dos direitos fundamentais. Nessa perspectiva, a pr\u00e1tica jur\u00eddica n\u00e3o pode estar desvinculada da realidade social, sob pena de perpetua\u00e7\u00e3o de viola\u00e7\u00f5es e de continuado impedimento do acesso \u00e0 justi\u00e7a &#8211; direito humano b\u00e1sico, primordial para a frui\u00e7\u00e3o dos demais.<\/p>\n<p>Paralelamente, o advogado deve amparar seus clientes de forma \u00e9tica a partir de uma rela\u00e7\u00e3o rec\u00edproca de confian\u00e7a, compreens\u00e3o e respeito \u00e0s individualidades, necessidades e demandas.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a Cl\u00ednica de Direito Humanos da UFMG pontua que as reflex\u00f5es em torno das demandas das travestis, como ensejadas pela quest\u00e3o da prova, s\u00e3o importantes, mas devem ser aprimoradas, sobretudo com a abertura do di\u00e1logo e escuta das pessoas diretamente concernidas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.dropbox.com\/s\/hnxx0xul0eqr7n9\/Manifesta%C3%A7%C3%A3o%20da%20Cl%C3%ADnica%20de%20Direitos%20Humanos%20da%20UFMG%20acerca%20do%20XIX%20Exame%20da%20OAB%20.pdf?dl=0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Confira a nota completa no link clicando aqui.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 03 de abril de 2016, foi realizado o XIX Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). 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Uma das quest\u00f5es da prova abordou a tem\u00e1tica do conflito entre a reivindica\u00e7\u00e3o do nome social por uma travesti e a utiliza\u00e7\u00e3o do registro civil. A elabora\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es consoantes com demandas prementes da sociedade demonstra abertura e aten\u00e7\u00e3o a reivindica\u00e7\u00f5es historicamente negligenciadas pelo campo jur\u00eddico. &nbsp; A Cl\u00ednica de Direitos Humanos da Universidade Federal de Minas Gerais, enquanto programa de pesquisa e extens\u00e3o voltado \u00e0 promo\u00e7\u00e3o e \u00e0 defesa dos direitos humanos, entende que o fomento \u00e0 discuss\u00e3o e \u00e0 reflex\u00e3o obrigat\u00f3ria dos direitos das travestis proporcionado pela quest\u00e3o \u00e9 digno de reconhecimento. Por\u00e9m, o processo de di\u00e1logo constante \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia, principalmente com os sujeitos com os quais lidamos em nossa pr\u00e1tica jur\u00eddica cotidiana. Nesse sentido, embora se reconhe\u00e7a a iniciativa da Ordem, o enunciado carece de aten\u00e7\u00e3o pormenorizada, tendo em vista a realidade social que se pretendeu contemplar. Eis a reda\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o 22: \u201cVoc\u00ea, na condi\u00e7\u00e3o de advogado, foi procurado por um travesti que \u00e9 servidor p\u00fablico federal. Na verdade, ele adota o nome social de Joana, embora, no assento de nascimento, o seu nome de registro\u00a0seja Jo\u00e3o. Ele gostaria de ser identificado no trabalho pelo nome social e que, assim, o nome social constasse em coisas b\u00e1sicas, como o cadastro de dados, o correio eletr\u00f4nico e o crach\u00e1\u201d (grifo nosso). As travestis, como aponta Jaqueline Gomes (2012), \u201cindependente da forma como se reconhecem, preferem ser tratadas no feminino\u201d, sendo ofensivo o uso de adjetivos e artigos masculinos como fora feito na reda\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o acima transcrita. Uma s\u00e9rie de pesquisadores e militantes tem adotado o uso das formas de tratamento no feminino em respeito e reconhecimento \u00e0 legitimidade dessa demanda. A ABGLT\u00a0publicou uma cartilha de orienta\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00eddias em geral &#8211; &#8220;Manual de Orienta\u00e7\u00e3o LGBT&#8221; &#8211; orientando sobre as formas mais adequadas de se referenciar essa popula\u00e7\u00e3o. Uma vez que a linguagem \u00e9 uma ferramenta de produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de sentidos, de diferencia\u00e7\u00f5es e de identidades, a utiliza\u00e7\u00e3o do pronome masculino para fazer refer\u00eancia a uma travesti reflete n\u00e3o apenas uma das in\u00fameras viol\u00eancias\u00a0a que elas est\u00e3o diariamente submetidas, mas tamb\u00e9m a nega\u00e7\u00e3o de suas demandas, desde as mais b\u00e1sicas, como o uso da flex\u00e3o no g\u00eanero feminino. A utiliza\u00e7\u00e3o desses termos corrobora, portanto, para refor\u00e7ar um pensamento j\u00e1 presente na sociedade, de subjuga\u00e7\u00e3o e marginaliza\u00e7\u00e3o das identidades trans. O advogado, justamente por exercer uma fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica de amplitude social, imprescinde de uma forma\u00e7\u00e3o sensibilizada, atenta \u00e0 efetiva\u00e7\u00e3o dos direitos fundamentais. Nessa perspectiva, a pr\u00e1tica jur\u00eddica n\u00e3o pode estar desvinculada da realidade social, sob pena de perpetua\u00e7\u00e3o de viola\u00e7\u00f5es e de continuado impedimento do acesso \u00e0 justi\u00e7a &#8211; direito humano b\u00e1sico, primordial para a frui\u00e7\u00e3o dos demais. Paralelamente, o advogado deve amparar seus clientes de forma \u00e9tica a partir de uma rela\u00e7\u00e3o rec\u00edproca de confian\u00e7a, compreens\u00e3o e respeito \u00e0s individualidades, necessidades e demandas. Nesse sentido, a Cl\u00ednica de Direito Humanos da UFMG pontua que as reflex\u00f5es em torno das demandas das travestis, como ensejadas pela quest\u00e3o da prova, s\u00e3o importantes, mas devem ser aprimoradas, sobretudo com a abertura do di\u00e1logo e escuta das pessoas diretamente concernidas. Confira a nota completa no link clicando aqui.","og_url":"https:\/\/clinicadh.direito.ufmg.br\/index.php\/2016\/04\/13\/manifestacao-xix-exame-da-oab\/","og_site_name":"Cl\u00ednica de Direitos Humanos da UFMG","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/cdhufmg\/?eid=ARBDSQLce69q0_8v--9A5W6uQzSMctjXi-aHCPLj-fZRI0TKZQaBy-H1YgM9D-FJc2tGPQyTyAg3EYce","article_published_time":"2016-04-13T23:06:50+00:00","article_modified_time":"2019-06-30T16:21:07+00:00","author":"ati","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"ati","Est. tempo de leitura":"3 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/clinicadh.direito.ufmg.br\/index.php\/2016\/04\/13\/manifestacao-xix-exame-da-oab\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/clinicadh.direito.ufmg.br\/index.php\/2016\/04\/13\/manifestacao-xix-exame-da-oab\/"},"author":{"name":"ati","@id":"https:\/\/clinicadh.direito.ufmg.br\/#\/schema\/person\/6ddb97cd27f7f33fa95646b26e43a114"},"headline":"Manifesta\u00e7\u00e3o sobre o XIX Exame da OAB","datePublished":"2016-04-13T23:06:50+00:00","dateModified":"2019-06-30T16:21:07+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/clinicadh.direito.ufmg.br\/index.php\/2016\/04\/13\/manifestacao-xix-exame-da-oab\/"},"wordCount":611,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/clinicadh.direito.ufmg.br\/#organization"},"keywords":["Exame da Ordem","Nome Social","OAB","Travestis e Transexuais"],"articleSection":["Not\u00edcias"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/clinicadh.direito.ufmg.br\/index.php\/2016\/04\/13\/manifestacao-xix-exame-da-oab\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/clinicadh.direito.ufmg.br\/index.php\/2016\/04\/13\/manifestacao-xix-exame-da-oab\/","url":"https:\/\/clinicadh.direito.ufmg.br\/index.php\/2016\/04\/13\/manifestacao-xix-exame-da-oab\/","name":"Manifesta\u00e7\u00e3o sobre o XIX Exame da OAB - 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