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<oembed><version>1.0</version><provider_name>Cl&#xED;nica de Direitos Humanos da UFMG</provider_name><provider_url>https://clinicadh.direito.ufmg.br</provider_url><title>Nota T&#xE9;cnica 02/2017 - Cl&#xED;nica de Direitos Humanos da UFMG</title><type>rich</type><width>600</width><height>338</height><html>&lt;blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="RVfTbdajIy"&gt;&lt;a href="https://clinicadh.direito.ufmg.br/index.php/2017/09/12/nota-tecnica-02-2017/"&gt;Nota T&#xE9;cnica 02/2017&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;iframe sandbox="allow-scripts" security="restricted" src="https://clinicadh.direito.ufmg.br/index.php/2017/09/12/nota-tecnica-02-2017/embed/#?secret=RVfTbdajIy" width="600" height="338" title="&#x201C;Nota T&#xE9;cnica 02/2017&#x201D; &#x2014; Cl&#xED;nica de Direitos Humanos da UFMG" data-secret="RVfTbdajIy" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" class="wp-embedded-content"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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</html><description>A Cl&#xED;nica de Direitos Humanos da UFMG vem se manifestar sobre a suspens&#xE3;o da Portaria n&#xBA; 03/2016 e a proposta de nova Portaria pela Vara C&#xED;vel da Inf&#xE2;ncia e Juventude de Belo Horizonte, por meio da Nota T&#xE9;cnica anexa. &nbsp; Inicialmente, &#xE9; importante reconhecer os esfor&#xE7;os de todas e todos os envolvidos na constru&#xE7;&#xE3;o de uma pol&#xED;tica que garanta os direitos dos beb&#xEA;s, m&#xE3;es e familiares &#xE0; conviv&#xEA;ncia familiar. A suspens&#xE3;o da Portaria n&#xBA; 03, que vinha contribuindo para a estigmatiza&#xE7;&#xE3;o da maternidade vulner&#xE1;vel, &#xE9; uma vit&#xF3;ria das pessoas, entidades e institui&#xE7;&#xF5;es que comp&#xF5;em a rede de prote&#xE7;&#xE3;o e nos traz mais esperan&#xE7;a para seguir adiante. Contudo, ap&#xF3;s leitura minuciosa da proposta de nova Portaria, &#xE9; necess&#xE1;rio refletir sobre os avan&#xE7;os e tamb&#xE9;m sobre os problemas que a proposta de nova Portaria pode gerar. Se, por um lado, a proposta avan&#xE7;a no que tange ao reconhecimento da incompet&#xEA;ncia do ju&#xED;zo da Inf&#xE2;ncia e Juventude para regulamentar as atividades dos profissionais de sa&#xFA;de e assist&#xEA;ncia social, o documento, por outro lado, refor&#xE7;a uma s&#xE9;rie de procedimentos reprodutores de uma sistem&#xE1;tica viola&#xE7;&#xE3;o de direitos humanos. A normativa proposta por vezes ignora a prefer&#xEA;ncia que a fam&#xED;lia extensa possui em rela&#xE7;&#xE3;o ao acolhimento institucional e ao encaminhamento de crian&#xE7;as para fam&#xED;lia substituta, conforme o art. 100 do ECA, e &#xA0;estabelece condi&#xE7;&#xF5;es para a participa&#xE7;&#xE3;o da fam&#xED;lia extensa no procedimento, contrariando essa garantia. A proposta tamb&#xE9;m prejudica o contradit&#xF3;rio e a ampla defesa, &#xA0;uma vez que n&#xE3;o prev&#xEA; a intima&#xE7;&#xE3;o dos representantes das partes em todos os atos do processo, o que dificulta e por vezes at&#xE9; obstaculiza a defesa processual, promovendo a desarticula&#xE7;&#xE3;o de poss&#xED;veis medidas em prol da reintegra&#xE7;&#xE3;o da crian&#xE7;a ao n&#xFA;cleo familiar. O regramento &#xE9;, tamb&#xE9;m, problem&#xE1;tico ao estabelecer que a guia de acolhimento poder&#xE1; ser emitida ap&#xF3;s o abrigamento da crian&#xE7;a, em descompasso com o previsto no art. 101, &#xA7; 3&#xBA; do ECA, que disp&#xF5;e que o abrigamento dever&#xE1; ocorrer por meio da expedi&#xE7;&#xE3;o da guia de acolhimento. Ademais, o documento abre margem para a hospitaliza&#xE7;&#xE3;o prolongada e inadequada de m&#xE3;es e beb&#xEA;s, levando ao entendimento de que a alta hospitalar dever&#xE1; se dar ap&#xF3;s avalia&#xE7;&#xE3;o acerca da aplica&#xE7;&#xE3;o de medida de prote&#xE7;&#xE3;o. A partir do entendimento da necessidade de prote&#xE7;&#xE3;o do ECA e dos princ&#xED;pios constitucionais por ele garantidos, a Cl&#xED;nica de Direitos Humanos da UFMG entende como mais adequada a revoga&#xE7;&#xE3;o da Portaria n&#xBA; 3/2016, sem aprova&#xE7;&#xE3;o de nova normativa. Se a elabora&#xE7;&#xE3;o de novo regramento, ainda assim, for entendida como necess&#xE1;ria, &#xE9; fundamental que sejam convocados todos os atores envolvidos na rede de prote&#xE7;&#xE3;o &#xE0; crian&#xE7;a, &#xE0; m&#xE3;e e &#xE0; fam&#xED;lia para a constru&#xE7;&#xE3;o de um instrumento condizente com as suas demandas. &nbsp; Acesse a nota clicando aqui.</description></oembed>
