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<oembed><version>1.0</version><provider_name>Cl&#xED;nica de Direitos Humanos da UFMG</provider_name><provider_url>https://clinicadh.direito.ufmg.br</provider_url><title>Manifesta&#xE7;&#xE3;o sobre o XIX Exame da OAB - Cl&#xED;nica de Direitos Humanos da UFMG</title><type>rich</type><width>600</width><height>338</height><html>&lt;blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="kyCWda8A7D"&gt;&lt;a href="https://clinicadh.direito.ufmg.br/index.php/2016/04/13/manifestacao-xix-exame-da-oab/"&gt;Manifesta&#xE7;&#xE3;o sobre o XIX Exame da OAB&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;iframe sandbox="allow-scripts" security="restricted" src="https://clinicadh.direito.ufmg.br/index.php/2016/04/13/manifestacao-xix-exame-da-oab/embed/#?secret=kyCWda8A7D" width="600" height="338" title="&#x201C;Manifesta&#xE7;&#xE3;o sobre o XIX Exame da OAB&#x201D; &#x2014; Cl&#xED;nica de Direitos Humanos da UFMG" data-secret="kyCWda8A7D" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" class="wp-embedded-content"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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</html><description>No dia 03 de abril de 2016, foi realizado o XIX Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Uma das quest&#xF5;es da prova abordou a tem&#xE1;tica do conflito entre a reivindica&#xE7;&#xE3;o do nome social por uma travesti e a utiliza&#xE7;&#xE3;o do registro civil. A elabora&#xE7;&#xE3;o de quest&#xF5;es consoantes com demandas prementes da sociedade demonstra abertura e aten&#xE7;&#xE3;o a reivindica&#xE7;&#xF5;es historicamente negligenciadas pelo campo jur&#xED;dico. &nbsp; A Cl&#xED;nica de Direitos Humanos da Universidade Federal de Minas Gerais, enquanto programa de pesquisa e extens&#xE3;o voltado &#xE0; promo&#xE7;&#xE3;o e &#xE0; defesa dos direitos humanos, entende que o fomento &#xE0; discuss&#xE3;o e &#xE0; reflex&#xE3;o obrigat&#xF3;ria dos direitos das travestis proporcionado pela quest&#xE3;o &#xE9; digno de reconhecimento. Por&#xE9;m, o processo de di&#xE1;logo constante &#xE9; de fundamental import&#xE2;ncia, principalmente com os sujeitos com os quais lidamos em nossa pr&#xE1;tica jur&#xED;dica cotidiana. Nesse sentido, embora se reconhe&#xE7;a a iniciativa da Ordem, o enunciado carece de aten&#xE7;&#xE3;o pormenorizada, tendo em vista a realidade social que se pretendeu contemplar. Eis a reda&#xE7;&#xE3;o da quest&#xE3;o 22: &#x201C;Voc&#xEA;, na condi&#xE7;&#xE3;o de advogado, foi procurado por um travesti que &#xE9; servidor p&#xFA;blico federal. Na verdade, ele adota o nome social de Joana, embora, no assento de nascimento, o seu nome de registro&#xA0;seja Jo&#xE3;o. Ele gostaria de ser identificado no trabalho pelo nome social e que, assim, o nome social constasse em coisas b&#xE1;sicas, como o cadastro de dados, o correio eletr&#xF4;nico e o crach&#xE1;&#x201D; (grifo nosso). As travestis, como aponta Jaqueline Gomes (2012), &#x201C;independente da forma como se reconhecem, preferem ser tratadas no feminino&#x201D;, sendo ofensivo o uso de adjetivos e artigos masculinos como fora feito na reda&#xE7;&#xE3;o da quest&#xE3;o acima transcrita. Uma s&#xE9;rie de pesquisadores e militantes tem adotado o uso das formas de tratamento no feminino em respeito e reconhecimento &#xE0; legitimidade dessa demanda. A ABGLT&#xA0;publicou uma cartilha de orienta&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s m&#xED;dias em geral &#x2013; &#x201C;Manual de Orienta&#xE7;&#xE3;o LGBT&#x201D; &#x2013; orientando sobre as formas mais adequadas de se referenciar essa popula&#xE7;&#xE3;o. Uma vez que a linguagem &#xE9; uma ferramenta de produ&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o de sentidos, de diferencia&#xE7;&#xF5;es e de identidades, a utiliza&#xE7;&#xE3;o do pronome masculino para fazer refer&#xEA;ncia a uma travesti reflete n&#xE3;o apenas uma das in&#xFA;meras viol&#xEA;ncias&#xA0;a que elas est&#xE3;o diariamente submetidas, mas tamb&#xE9;m a nega&#xE7;&#xE3;o de suas demandas, desde as mais b&#xE1;sicas, como o uso da flex&#xE3;o no g&#xEA;nero feminino. A utiliza&#xE7;&#xE3;o desses termos corrobora, portanto, para refor&#xE7;ar um pensamento j&#xE1; presente na sociedade, de subjuga&#xE7;&#xE3;o e marginaliza&#xE7;&#xE3;o das identidades trans. O advogado, justamente por exercer uma fun&#xE7;&#xE3;o p&#xFA;blica de amplitude social, imprescinde de uma forma&#xE7;&#xE3;o sensibilizada, atenta &#xE0; efetiva&#xE7;&#xE3;o dos direitos fundamentais. Nessa perspectiva, a pr&#xE1;tica jur&#xED;dica n&#xE3;o pode estar desvinculada da realidade social, sob pena de perpetua&#xE7;&#xE3;o de viola&#xE7;&#xF5;es e de continuado impedimento do acesso &#xE0; justi&#xE7;a &#x2013; direito humano b&#xE1;sico, primordial para a frui&#xE7;&#xE3;o dos demais. Paralelamente, o advogado deve amparar seus clientes de forma &#xE9;tica a partir de uma rela&#xE7;&#xE3;o rec&#xED;proca de confian&#xE7;a, compreens&#xE3;o e respeito &#xE0;s individualidades, necessidades e demandas. Nesse sentido, a Cl&#xED;nica de Direito Humanos da UFMG pontua que as reflex&#xF5;es em torno das demandas das travestis, como ensejadas pela quest&#xE3;o da prova, s&#xE3;o importantes, mas devem ser aprimoradas, sobretudo com a abertura do di&#xE1;logo e escuta das pessoas diretamente concernidas. Confira a nota completa no link clicando aqui.</description></oembed>
