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<oembed><version>1.0</version><provider_name>Cl&#xED;nica de Direitos Humanos da UFMG</provider_name><provider_url>https://clinicadh.direito.ufmg.br</provider_url><title>Nota de rep&#xFA;dio - Cl&#xED;nica de Direitos Humanos da UFMG</title><type>rich</type><width>600</width><height>338</height><html>&lt;blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="NtUtUi0IjX"&gt;&lt;a href="https://clinicadh.direito.ufmg.br/index.php/2015/10/13/nota-de-repudio/"&gt;Nota de rep&#xFA;dio&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;iframe sandbox="allow-scripts" security="restricted" src="https://clinicadh.direito.ufmg.br/index.php/2015/10/13/nota-de-repudio/embed/#?secret=NtUtUi0IjX" width="600" height="338" title="&#x201C;Nota de rep&#xFA;dio&#x201D; &#x2014; Cl&#xED;nica de Direitos Humanos da UFMG" data-secret="NtUtUi0IjX" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" class="wp-embedded-content"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Confira a nota na &#xED;ntegra: No dia 1&#xBA; de outubro de 2015, durante a realiza&#xE7;&#xE3;o da &#x201C;Oficina de Sexualidade Feminina&#x201D;, atividade que fez parte do evento &#x201C;1&#xBA; Bota a cara no sol: (in) visibilidade das diversidades sexuais e de g&#xEA;neros&#x201D; realizado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ocorreu um epis&#xF3;dio de viol&#xEA;ncia f&#xED;sica e moral contra as organizadoras e as participantes da oficina. Diante desse cen&#xE1;rio, a Cl&#xED;nica de Direitos Humanos da UFMG (CdH/UFMG) entende ser necess&#xE1;rio visibilizar esse epis&#xF3;dio a fim de provocar o debate na comunidade acad&#xEA;mica sobre viol&#xEA;ncias de g&#xEA;nero e, assim, avan&#xE7;armos em pr&#xE1;ticas institucionais mais plurais e igualit&#xE1;rias. A &#x201C;Oficina de Sexualidade Feminina&#x201D; estava se iniciando, em uma sala do Centro de Atividades Did&#xE1;ticas (CAD II), quando um homem tentou for&#xE7;ar sua entrada no ambiente, ap&#xF3;s ser avisado de que se tratava de uma atividade voltada apenas para o p&#xFA;blico feminino. O indiv&#xED;duo filmou o rosto das organizadoras e de duas participantes da oficina sem o consentimento das mesmas e agrediu fisicamente uma das garotas que solicitava que o v&#xED;deo fosse apagado. Ap&#xF3;s se dirigir ao pr&#xE9;dio da Faculdade de Letras (FALE) e se trancar em uma sala, o indiv&#xED;duo divulgou o v&#xED;deo em diversos grupos do whatsapp. Foi necess&#xE1;ria uma demorada negocia&#xE7;&#xE3;o com professores, diretores e pr&#xF3;-reitores para que ele fosse retirado da sala e encaminhado pela Pol&#xED;cia Militar a uma delegacia para prestar depoimento sobre o ocorrido. Evidenciamos que a Universidade&#x200A;&#x2014;&#x200A;enquanto ambiente institucionalizado de debate e produ&#xE7;&#xE3;o de conhecimento sobre as mais diversas pautas&#x200A;&#x2014;&#x200A;possui como compromisso a promo&#xE7;&#xE3;o de princ&#xED;pios democr&#xE1;ticos, contribuindo, assim, para a transforma&#xE7;&#xE3;o da realidade social. A realiza&#xE7;&#xE3;o de uma oficina voltada especificamente para o p&#xFA;blico feminino e que se prop&#xF5;e a ser um espa&#xE7;o de discuss&#xE3;o e empoderamento de mulheres &#xE9; uma necessidade para o espa&#xE7;o acad&#xEA;mico&#x200A;&#x2014;&#x200A;que, assim como as demais esferas da sociedade, &#xE9; um ambiente marcado por desigualdades de g&#xEA;nero em que se (re)produzem rela&#xE7;&#xF5;es de poder &#x2013;, devendo ser intensamente repudiada a conduta de car&#xE1;ter sexista-machista que interrompeu as atividades da oficina. A livre express&#xE3;o da sexualidade feminina est&#xE1; protegida pela Constitui&#xE7;&#xE3;o Federal de 1988 em seu primeiro artigo, inciso III, quando &#xE9; estabelecida a dignidade da pessoa humana como fundamento do Estado de Direito Brasileiro. Assim, qualquer atitude que impe&#xE7;a a autodetermina&#xE7;&#xE3;o da pr&#xF3;pria vida sexual, como na viol&#xEA;ncia ocorrida na oficina, fere o princ&#xED;pio da dignidade sexual. Vale ressaltar que o direito da mulher de expressar e explorar a sua sexualidade est&#xE1;, tamb&#xE9;m, amparado pelo inciso XLI do artigo 3&#xBA; da CR/88, o qual determina que a lei punir&#xE1; qualquer discrimina&#xE7;&#xE3;o atentat&#xF3;ria dos direitos e liberdades fundamentais. Ademais, ocorre uma grave ofensa ao direito fundamental &#xE0; vida privada e &#xE0; intimidade, previsto no art. 5&#xBA;, inciso X, CF/88, quando as informa&#xE7;&#xF5;es pessoais de algu&#xE9;m s&#xE3;o divulgadas sem autoriza&#xE7;&#xE3;o. Por fim, cabe a an&#xE1;lise de que a efetiva&#xE7;&#xE3;o de tais direitos s&#xF3; &#xE9; poss&#xED;vel se houver uma luta, por meio dos mecanismos sociais e legais, para que toda express&#xE3;o do machismo, vis&#xED;vel ou invis&#xED;vel, seja combatida como sendo uma grave viola&#xE7;&#xE3;o dos direitos fundamentais de todas que vivenciam o g&#xEA;nero feminino. Isto posto, frente &#xE0; clara motiva&#xE7;&#xE3;o sexista-machista da conduta empreendida contra as mulheres participantes da &#x201C;Oficina de Sexualidade Feminina&#x201D;, faz-se necess&#xE1;rio que a Universidade reafirme seu compromisso para com a efetiva&#xE7;&#xE3;o dos direitos de todas as pessoas que possuem express&#xE3;o de g&#xEA;nero feminina no interior da comunidade acad&#xEA;mica, providenciando total apoio e suporte &#xE0;s mulheres ofendidas nos acontecimentos do dia 1&#xBA; de outubro, bem como promova e incentive eventos de natureza acad&#xEA;mica e cultural sobre g&#xEA;nero e sexualidade. Belo Horizonte, 13 de outubro de 2015. Cl&#xED;nica de Direitos Humanos da UFMG (Faculdade de Direito e Ci&#xEA;ncias do Estado da UFMG)</description></oembed>
